Farol da Barra
Farol da Barra de Aveiro
O Farol da Barra é o maior farol de Portugal. Fica localizado na praia da Barra, freguesia da Gafanha da Nazaré, concelho de Ílhavo, distrito de Aveiro.
Com uma altura de 62 metros, é actualmente o segundo maior da Península Ibérica, estando incluído nos 26 maiores do mundo e erguendo-se 66 metros acima do nível do mar.
Construído no século XIX, mais propriamente entre os anos de 1885 e 1893, com uma escadaria composta por 288 degraus em pedra e em forma de caracol, proporciona, a quem se "aventurar" em subir até à sua varanda cimeira, uma vista magnífica e deslumbrante de toda a envolvente da região.
Arquitectura Arte Nova
Arquitectura Arte Nova
Distinguida como a cidade-museu da Arte Nova em Portugal, Aveiro é membro da “Réseau Art Nouveau Network” a par de Barcelona, Bruxelas, Budapeste, Glasgow, Helsínquia ou Havana.
Este período delicado e sedutor da arte do século XX pode ser encontrado numa série de interessantes exemplos de edifícios de dois pisos representativos do gosto exuberantemente decorativo característico do estilo Arte Nova.
Existem 10 edifícios Arte Nova em Aveiro. Eles são:
Casa do Major Pessoa; Casa – Edifício do Rossio; Edifício da Casa dos Ovos Moles; Museu da República; Edifício da Cooperativa Agrícola; Edifício Restaurante - Pensão Ferro; Edifício da Residência do Arquiteto Silva Rocha; Edifício – Bar do Hotel “As Américas”; Edifício da Sapataria Miguéis; Coreto do Parque Municipal Infante D. Pedro.
Museu Etnográfico Rancho Regional Casa do Povo de Ílhavo
Museu Etnográfico Rancho Regional Casa do Povo de Ílhavo
O Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo foi fundado em 1984 com a finalidade de fazer reviver as danças e os cantares, os usos e costumes das gentes de Ìlhavo, recolhendo, preservando e divulgando a cultura popular Ilhavense.
Desde 2009, que esta associação cultural dinamiza o seu Museu Etnográfico, na antiga Escola Primária da Boavista
Link: cm-ilhavo.pt/museuetnograficoranchoregionalcasadopovodeilhavo
Mata Nacional do Buçaco
Mata Nacional do Buçaco
Classificado como Imóvel de Interesse Público, o conjunto monumental do Bussaco mobiliza uma riqueza patrimonial de exceção.
Ao núcleo central formado pelo Palace Hotel do Bussaco e pelo Convento de Santa Cruz juntam-se as ermidas de habitação, as capelas de devoção e os Passos que compõem a Via Sacra, a Cerca com as Portas, o Museu Militar e o monumento comemorativo da Batalha do Bussaco, os cruzeiros, as fontes (saliente-se a Fonte Fria com a sua monumental escadaria) e as cisternas, os miradouros (o da Cruz Alta oferece vista privilegiada sobre toda a região entre Coimbra e a Serra do Caramulo) ou as casas florestais.
A biodiversidade encontrada no Bussaco exprime a singularidade e valor patrimonial deste espaço mágico e obriga à sua preservação.
Lugar dos Afectos
Lugar dos Afectos
O Lugar dos Afetos, profundamente inovador, foi pensado e construído de modo a comportar várias casas temáticas, caminhos, jardins e recantos únicos.
Graça Gonçalves, a autora de todo o projeto, concebeu até os mais pequenos pormenores da arquitetura exterior e interior. Coerentemente, o mais ínfimo pormenor tem significado.
"Neste Lugar, que é para todas as idades, partilha-se também, com muita alegria e ternura, um caminho para chegar ao coração de si próprio e dos outros." Graça Gonçalves
Museu da Comur
Museu da Comur
Neste museu podemos conhecer a história da fábrica e da comunidade onde ela se insere, vendo o desenvolvimento do processo conserveiro e as suas fases.
Aqui aprendemos como as características específicas da Murtosa e da Ria deram origem a esta unidade fabril, como trabalhavam os seus operários e qual o processo completo de produção de conservas desde a chegada do peixe até à expedição das conservas.
Este é um Museu inovador, multidisciplinar no qual convivem e dialogam a Murtosa, a Ria, o mar, o trabalho, a indústria, a publicidade e a gastronomia.
O Mar
O Mar
Há mais de mil anos, a região de Aveiro era uma baía. Havia praia onde hoje se encontra a ria que marca a paisagem da região. Séculos de sedimentos, trazidos pelo rio Douro para o mar, foram-se acumulando ao longo da costa, ajudando a construir as línguas de areia e o actual ecossistema.
A deslumbrante paisagem de transição entre o Mar e a Ria: dum lado as ondas do mar que, com toda a firmeza que lhes é característica, rebentam ao largo da costa, do outro as águas tranquilas da Ria, que espelham o azul do céu.
Ao longo da praia, a paisagem muda radicalmente, proporcionando a possibilidade de entrar em contacto direto com um ecossistema complexo, frágil e ao mesmo tempo fascinante.
Aqui, a paisagem dunar é sem dúvida a protagonista: o maravilhoso equilíbrio entre a ação dos ventos e a tenacidade das numerosas espécies de plantas moldaram, ao longo de séculos, esta costa.
A Cidade
Aveiro
Aveiro é uma cidade na costa oeste portuguesa fundada junto a uma laguna conhecida como Ria de Aveiro.
Distingue-se pelos seus canais navegados por barcos coloridos (barcos moliceiros), tradicionalmente utilizados para a colheita de algas.
Aveiro esteve sempre ligada ao comércio do mar, à pesca e à produção de sal.
Desde a Idade Média, a povoação cresceu protegida e privilegiada pelos monarcas, sendo um marco decisivo na sua história o momento em que a Infanta Joana, a santa princesa filha de Afonso V, ingressou no Convento de Jesus.
Ílhavo
A praia da Costa Nova, ex-libris da região, é uma das excelentes praias portuguesas para a prática de desportos náuticos, já que, além da frente atlântica, dispõe também de uma frente ribeirinha para o Canal de Mira da Ria de Aveiro.
As suas casas, conhecidas por «palheiros», de listas policromáticas verticais ou horizontais, são antigos armazéns de apetrechos de pesca, ou armazéns de salga de peixe, que actualmente estão convertidos em residências balneares.
Gastronomicamente, a "tripa", um dos mais afamados doces regionais, surgiu na Costa Nova.
Aqui existem muitos e bons restaurantes, especializados em bacalhau, peixe fresco - grelhado ou em caldeiradas e ainda mariscos da Ria de Aveiro.
A Ria
A Ria de Aveiro
A ria de Aveiro, ou foz do Vouga, é como vulgarmente se chama o estuário do rio Vouga, o qual se estende pelo interior do território português, paralelamente ao mar, numa distância de 45 quilómetros de Ovar a Mira, e com uma largura máxima de 11 quilómetros no sentido este–oeste. Do seu entorno constam Aveiro, Ílhavo, Gafanha da Nazaré, Estarreja, Ovar, Murtosa, Vagos e Mira.
A ria é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do século XVI, formaram uma laguna que constitui um dos mais importantes e belos acidentes geográficos da costa portuguesa.
No total, toda a ria abarca onze mil hectares, dos quais seis mil estão permanentemente alagados, desdobra-se em quatro importantes canais ramificados em esteiros que circundam inúmeras ilhas e ilhotas. Nela desaguam os rios Vouga, Antuã, Jardim, Boco e Fontão, tendo como única comunicação com o mar um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e São Jacinto, permitindo o acesso ao porto de Aveiro de embarcações de grande calado.
Rica em peixes e aves aquáticas, apresenta grandes planos de água, locais de eleição para a prática de todos os desportos náuticos. Para além disso, ainda que tenha vindo a perder, de ano para ano, a importância que já teve na economia aveirense, a produção de sal, utilizando técnicas milenares, é ainda uma das actividades tradicionais mais características da cidade de Aveiro.
A ria de Aveiro é bastante utilizada para fins turísticos, nomeadamente através dos seus barcos característicos, os moliceiros, nos quais se promovem passeios pelos canais urbanos da cidade de Aveiro.

